IGREJA SÃO BENTO
Os beneditinos chegaram em São Paulo em
1598, mas somente em 1634 foi criada a Abadia e a capela foi dedicada a São
Bento. O local, que hospedou o Papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil,
abriga hoje, além da igreja (Basílica de Nossa Senhora da Assunção), o mosteiro
com cerca de 40 monges enclausurados que seguem a tradição do ora et labora
(“ora e trabalha”), somado, no caso dos monges paulistanos, ao et legere
("e leia"), em especial as Sagradas Escrituras.
Como era o desejo de
São Bento, os monges deveriam encontrar no mosteiro o seu sustento, de tal
maneira que evitassem a saída dos claustros monásticos. Por isso, suas
atividades são normalmente realizadas no próprio local. A Abadia de São Paulo,
entre outras tarefas internas e capelanias, ocupa-se do ensino, com o colégio -
em 2003 completou cem anos - e a Faculdade de São Bento, que inaugurou o
primeiro curso superior de filosofia da América Latina.
O estabelecimento
ainda possui um teatro, no qual são realizados concertos musicais e eventos em
geral. Já o colégio oferece cursos e oficinas em alguns dias da semana (confira
a programação no site). No entanto, são duas as grandes atrações do mosteiro: o
visitante não pode deixar de conferir as missas com cantos gregorianos
acompanhados do som de um grande órgão - ocorrem todos os dias, porém a missa
mais tradicional acontece aos domingos, às 10h. Esse espetáculo, admirado por
pessoas das mais diversas religiões,
A arquitetura do
Mosteiro é típica do século XVII. A construção atual foi erguida no período de
1910 a 1922, inspirada na tradição eclética germânica, e foi projetada pelo
arquiteto Richard Bernd. A decoração interna, os afrescos e murais são de
autoria e execução do monge beneditino holandês D. Adelbert Gresnicht, que veio
ao Brasil em 1913 para esse trabalho. Era seguidor da tradicional Escola de
Arte de Beuron, de Praga (capital da República Tcheca).
O relógio externo é
uma preciosidade mecânica de fabricação alemã. Foi instalado em 1921 e é
considerado o mais preciso de São Paulo. A edificação conta também com um
carrilhão e sinos afinados, que tocam nas horas cheias e nas frações. O órgão
da Basílica, também alemão, é afamado entre os especialistas. Contém quatro
teclados manuais e pedaleira, 77 registros reais e seis mil tubos.
O mosteiro fica a uma
quadra de distância da Rua 25 de Março, o mais famoso centro de comércio
popular do País e uma das 59 ruas de comércio especializado da cidade. Está
próximo também a outros pontos turísticos como o Pátio do Colégio, a Catedral
da Sé, o Mercado Municipal, o Largo São Francisco, a Bovespa, o Banespão (Ed.
Altino Arantes), o Edifício Martinelli, o Vale do Anhangabaú e os viadutos do
Chá e Santa Ifigênia.
O local é de fácil
acesso, já que em frente ao Mosteiro fica a estação de metrô São Bento.
LARGO DE São Bento
No Largo
de São Bento estava instalada a taba do cacique Tibiriçá, sogro de João
Ramalho, e demarcava o limite do povoado que começava a se formar. A taba deu
lugar a um largo, onde em 1598 foi construída uma capela em homenagem a Nossa
Senhora de Montserrat, mas já em 1660 começava a instalação do Mosteiro de São
Bento, numa área pertencente aos beneditinos.
A igreja ganhou o
nome de Nossa Senhora da Assunção e este é o seu nome até hoje, embora seja
mais conhecida como a Igreja de São Bento. Em 1650 o bandeirante Fernão Dias
doou grande soma para reforma e ampliação do mosteiro e seus restos mortais
foram depositados ali. Em 1864, o largo foi reurbanizado e seu movimento era
intenso, causado principalmente pela localização dos dois maiores hotéis da
cidade.
O velho mosteiro e a
igreja desapareceram em 1910, dando lugar a uma construção maior que foi
iniciada em 1911 e concluída em 1922. A última transformação veio com o metrô,
durante a década de 1970, quando o largo ganhou um calçadão, bancos e jardins,
e, no seu subsolo, a Estação São Bento.
PRAÇA ANTÔNIO PRADO
A Praça
Antônio Prado (antigo Largo do Rosário) se localiza no Distrito da Sé na
área central da cidade
Trata-se de homenagem ao
cafeicultor, banqueiro, jurista, jornalista e político Dr. Antônio da Silva
Prado, o Conselheiro Antonio Prado , que ocupou diversos cargos públicos como
vereador e deputado, dentre outros, e como Prefeito da capital de São Paulo
(1900-1910), realizou grandes melhoramentos urbanos, tendo sido retificadas em
sua administração diversas ruas do centro da cidade.
Rua 15 de novembro
A rua XV de
Novembro é um logradouro da região central
da cidade de São paulo, Brasil. Hoje é totalmente pavimentada, sendo
destinada exclusivamente à circulação de pedestres. É nela que se encontra a
Bolsa de valores de São Paulo.
Nos arredores da via
estão situados alguns dos ícones mais importantes da cidade, como: o Pátio do
colégio, Catedral da Sé, Edifício,Altino Arantes, Edifício Martineli, Vale do
Anhangabaú,Parque dom Pedro ll, etc.
Esta rua teve sua
origem como uma ligação entre o Pátio do Colégio e o Largo São Bento, no início
da urbanização da cidade de São Paulo. Durante o século 17 foi documentada como
Rua de Manuel Paes Linhares. No século seguinte ganhou o nome de Rua do
Rosário, em função da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Já no
século 19 teve seu nome novamente alterado, desta vez para Rua da Imperatriz em
homenagem à família Imperial que visitava a cidade à época, permanecendo assim
até a Proclamação da Republica, quando ganhou o nome atual, em referência à
data em que tal evento ocorreu.
No início do século
XX era considerada a rua mais chique da cidade, onde se localizavam os
principais bancos, além do comércio e cafés mais sofisticados. Nesta época
formava, em conjunto com as ruas Direita e São Bento, o que ficou conhecido
como triângulo e que era o coração da cidade. Era nesta região onde estavam os
principais bancos, comércios, redações de jornais, hotéis, restaurantes,
teatros, charutarias e por onde passavam políticos, jornalistas homens de
negócio, estrangeiros e mulheres bonitas.
RUA DO COMÉRCIO
Rua do Comércio, curta e estreita travessa que liga a rua São
Bento com a 15 de Novembro no centro de São Paulo.
LARGO DO CAFÉ
O Largo do Café
é um logradouro histórico localizado no centro da cidade de São Paulo, na
região Sé. É delimitado pelas ruas São Bento, Álvares Penteado e a rua do
Comércio.
Rodeado por edifícios
históricos. Tem esse nome, porque na época dos barões do café o Largo era o
ponto de encontro para compra e venda de café. Havia a Bolsa do Café, mais
tarde incorporada pela Bolsa Mercantil e de Futuros, sendo o café um produto
agrícola a que mais devem São Paulo e o Brasil, sob o ponto de vista econômico.
PRAÇA DO PATRIARCA
Praça do Patriarca é um logradouro
situado no Centro Histórico da cidade brasileira de São Paulo.
É uma das praças mais
antigas da cidade, estando situada no histórico distrito da Sé. A sua
denominação homenageia o "Patriarca da Independência", José Bonifácio
de Andrada e Silva. Começou a ser construida por volta do ano de 1912 com a
demolição de antigos casarões localizados entre a Ruas São Bento e Líbero
Badaró, na continuidade das Ruas Direita e da Quitanda.
Em 1922, recebeu o
nome de "Praça Patriarca José Bonifácio", nome este simplificado para
"Praça do Patriarca" em 1953, porque assim era chamada pela
população.
A praça dá acesso a
importantes pontos do centro da cidade, como: Vale do Anhangabaú, Viaduto do
Chá, Rua Líbero Badaró, Rua Direita, Rua São Bento, Rua da Quitanda, Rua XV de
Novembro, dentre outros. Na esquina com a Ladeira Dr. Falcão, se encontra a
sede da Prefeitura Municipal de São Paulo instalada no Edifício Matarazzo. Na
região se localiza o prédio do Othon Palace Hotel, e o Edifício Barão de
Iguape, o Edifício Sampaio Moreira entre outros tantos. A Igreja de Santo
Antônio, está na praça.
IGREJA SANTO ANTÔNIO
A Igreja de Santo
Antônio é um templo católico localizado no centro de São Paulo, na Praça do
Patriarca, próximo ao Viaduto do Chá. É considerada a mais antiga igreja
remanescente da cidade, tendo sido fundada nas últimas décadas do século XVI -
conforme atestam os primeiros registros documentais da sua existência, datados
de 1592. No século XVII, abrigou a Ordem dos Franciscanos, e no século XVIII
esteve subordinada à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens
Brancos.Sofreu diversas reformas e intervenções ao longo dos últimos quatro
séculos, sobretudo em sua fachada, reinaugurada em estilo eclético em 1919.
O interior da Igreja
de Santo Antônio conserva importantes testemunhos da arte produzida em São
Paulo no período colonial. Durante a restauração levada a cabo em 2005, descobriu-se
no forro do altar-mor pinturas murais seiscentistas de alta qualidade técnica e
artística, as mais antigas de que se tem notícia em São Paulo. Também o altar
principal, executado em 1780, é um belo exemplar da talha barroca. A igreja é
tombada pelo poder público estadual (Condephaat) desde 1970, em virtude de sua
importância histórica, artística e arquitetônica.
RUA DA QUINTANDA
A Rua da Quitanda
(São Paulo) é um logradouro tradicional localizado no centro da cidade de
São Paulo, na região Sé (distrito de São Paulo).
Tem comêço na Rua
Quinze de Novembro e término na Rua São Bento. Tem como afluente a Rua Álvares
Penteado. Mantém diversos edifícios históricos. Na esquina com a Rua Álvares
Penteado, o Centro
Cultural Banco do Brasil (CCBB), ocupa edifício de estilo neoclássico, construção de 1901, tombado pelo
Departamento Histórico, local que abriga exposições, auditório, cinema, teatro,
e outros.
Histórico
Seu nome se deve a
origem popular que relembra o comércio miúdo que havia no século XIX e que era
chamado de “quitanda”. Em 1822, era chamada de “Rua do Cotovelo”, pois diziam
ser seu traçado parecido com um cotovelo dobrado, que foi suavizado com o tempo
através de retificações. Em meados do século XIX, os paulistanos a denominaram
como “Quitanda”, uma vez que ela era a preferida pelas “quitandeiras”, pessoas
que vendiam verduras e frutas de suas chácaras nas proximidades, e também
miudezas e alimentos. Antigo trecho, depois integrado à Rua da Quitanda, e
localizado entre as ruas Álvares Penteado e 15 de Novembro, era antigamente
conhecido como “Beco da Cachaça”, numa referência ao comércio de cachaça ali
praticado.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
O Centro
Cultural do Banco do Brasil (CCBB) é uma iniciativa do Banco do
Brasil com o objetivo de disseminar a cultura pela população. Atualmente,
encontra-se instalado em quatro capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São
Paulo, Belo Horizonte e Brasília
O centro
cultural da capital paulista foi inaugurado em 21 de abril de 2001 com sede na
rua Álvares Penteado (esquina com a rua da Quitanda), no centro histórico da
cidade. O acesso pode ser feito pelo metrô, utilizando as estações Sé e São
Bento.
A sede tem 4183
metros quadrados e conta com salas de exposições, um cinema, um teatro, um
auditório, salas de vídeo, restaurante, bombonière e cafés.
PATEO DO COLLEGIO
O Pateo do Collegio é o marco
inicial no nascimento da cidade de São Paulo. O local, no alto de uma colina
entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi o escolhido para iniciar a
catequização dos indígenas.
Em 25 de janeiro
de 1554, foi realizada, diante da cabana coberta de folhas de palmeira de cerca
de noventa metros quadrados - ou, como descrita por Anchieta, de dez por
catorze passos craveiros (passo craveiro era uma medida linear portuguesa)
- a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuíta. Em 1556, o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura
brasileira, foi o responsável pela construção em taipa de pilão de um colégio e
igreja anexa. Brigas entre os colonos e os religiosos pela defesa dos
indígenas, culminaram na expulsão dos jesuítas do local em 1640, para onde só retornariam treze
anos mais tarde. Na segunda metade do século XVII, foi erigida a terceira
edificação, de taipa de pilão e pedra
O Pateo do
Collegio foi sede do governo paulista entre os anos de 1765 e 1912, após a apropriação do
local pelo Estado, servindo como palácio dos Governadores, devido à expulsão
dos jesuítas de terras portuguesas, determinada pelo marquês de Pombal em 1759.
O antigo casarão colonial foi completamente descaracterizado por profundas
reformas durante todo esse período, sobretudo no último quartel do século XIX.
Há fragmentos de
uma parede de 1585, remanescente do antigo colégio dos jesuítas na edificação
atual, que tem inspiração na original seiscentista, visto que a igreja foi
demolida em 1896 e o palácio dos Governadores, em 1953, sendo inaugurado o
conjunto no formato atual em 1979. Abriga o museu Anchieta
O Pátio do Colégio é uma obra apostólica pertencente a
Companhia de Jesus. Seu complexo abriga diversas atividades culturais e
religiosas. Abriga um museu, a Igreja, uma biblioteca temática e projetos
sociais.
CAPELA BEATO PABRE ANCHIETA
É o marco
do início da cidade, que foi fundada em 1554 pelos jesuítas Manuel da Nóbregae
José de Anchieta, que ali ergueram sua primeira capela. Próximo a ela, está o
museu Anchieta, onde encontram-se utensílios de uso diário da época e trabalhos
preciosos da arte sacra. No interior do pátio do museu, encontram-se paredes originais
da construção que foram mantidas para estudo. São feitas de barro e óleo de
baleia e foram confeccionadas pelo padre Afonso Brás.
CASA Nº1
A Casa no.
1 é um belo exemplo de chalé urbano. Os materiais utilizados em sua construção,
como a alvenaria de tijolos, o pinho-de-riga e a telha tipo francesa, eram
típicos da arquitetura paulistana do século XIX.
A partir de 1988, sofre uma ampla
restauração. Além de seu valor
arquitetônico, o edifício abriga valiosos testemunhos de pinturas murais.
BECO DO PINTO
O Beco do
Pinto, conhecido também como Beco do Colégio, era uma passagem utilizada na São
Paulo colonial para o trânsito de pessoas e animais, que ligava a antiga rua do
Carmo à várzea do rio Tamanduateí. Localiza-se na rua Roberto Simonsen, entre a
Casa no 1 e o Solar da Marquesa de Santos (antiga Casa no 3), constituindo um
significativo conjunto arquitetônico.
SOLAR DA MARQUESA
O Solar da
Marquesa de Santos, situado na cidade de São Paulo, foi adquirido em 1834 por Domitília de Castro e Canto
Melo, a Marquesa de Santos, que o transformou numa das residências mais
aristocráticas de São Paulo.
O Solar foi
adquirido pela quantia de onze contos e quatrocentos mil réis, da filha do Brigadeiro
Joaquim José Pinto de Moraes Leme, já falecido naquela época. Além de "Solar da
Marquesa" o edifício também é conhecido como "Palacete do Carmo".
Devido a suas
características arquitetônicas, pode se supor que este edifício seja um
representante remanescente da última metade do século XVIII e é considerado
hoje como o último exemplar de arquitetura residencial urbana do século XVIII.
O Solar passou,
entretanto, por diversas mudanças de uso e a várias reformas, recebendo acréscimos e
modificações sucessivas. Em meados do século XIX, presume-se, passou a contar com
a sua atual atual feição neoclássica e por volta das décadas de 30 e
40 do século passado teve seu anexo construído em etapas.
A partir de 1975, passou a abrigar as atividades
da Secretaria Municipal de Cultura, foi interditado em1988por motivos de
segurança e somente em 1991 o Solar foi submetido a um
processo de restauração que possibilitou que o edifício
voltasse a ser aberto ao público
CENTRO CULTURAL DA CAIXA ECONÔMICA
Inaugurada
em 29 de agosto de 1989, a CAIXA Cultural São Paulo possui duas instalações. A
primeira fica no Edifício Sé, erguido em 1939 para ser a sede da Caixa
Econômica Federal de São Paulo. Trata-se de um prédio histórico, tombado, no
qual funcionam, além da CAIXA Cultural, algumas áreas administrativas da CAIXA
e a Agência Sé.
No térreo
do edifício, logo à entrada, disponibilizamos gratuitamente aos visitantes o
serviço de internet. Ali também se encontram as galerias Florisbela de Araújo
Rodrigues e D. Pedro II, além do Grande Salão, onde são realizados espetáculos
de dança, teatro, shows, debates, leituras dramáticas e palestras.
No primeiro
andar estão as galerias Neuter Michelon e Octogonal. E no segundo piso a
Galeria Humberto Betetto.
O Museu da
CAIXA localiza-se no 6º andar do edifício, contando com instalações originais,
preservadas desde a sua fundação.
PRAÇA DA SÉ
A Praça da Sé
é um espaço público localizado na área central da cidade de São Paulo.
Nela, localiza-se o
monumento marco zero do município. A partir dele, contam-se as distâncias de
todas as rodovias que partem de São Paulo, bem como a numeração das vias
públicas da cidade.
Considerada quase um
sinônimo para o Centro Velho, a praça é um dos espaços mais conhecidos da
cidade e foi palco de muitos eventos importantes para a história do país, como
o comício das Diretas Já. O nome deve-se ao fato de a praça ter-se desenvolvido
em frente à Sé da capital paulista.
Histórico
Praça da
Sé em foto de 1880 de Marc Ferrez. A velha catedral de São Paulo está à
direita.
Originalmente
conhecida como o Largo da Sé, a praça desenvolveu-se a partir da
construção durante o período colonial da Igreja Matriz do município
(substituída pela atual Catedral Metropolitana de São Paulo no século XX) e de
uma série de edifícios ao seu redor. No início do século XX, porém, com a
demolição de vários dos edifícios originais e as obras de embelezamento urbano
e alterações no sistema viário, a praça transformou-se e assim permaneceu até a
segunda metade do século.
Década de 1970
Além de
marcos históricos, a praça apresenta intervenções artísticas
A atual praça é resultado
de um projeto paisagístico conduzido na década de 1970 por um grupo de
profissionais da Prefeitura de São Paulo liderados pelo arquiteto José Eduardo
de Assis Lefèvre. Na época, o Metrô de São Paulo estava construindo uma estação
naquele local e era necessário demolir todo um quarteirão, fazendo com que
fosse necessário repensar a concepção paisagística da praça.
O grupo de arquitetos
foi influenciado pelos projetos paisagísticos que estavam sendo feitos naquela
época na Costa Oeste dos EUA especialmente os do paisagista Lawrence Halprin),
caracterizados por um geometrismo rigoroso e pelo domínio do terreno através de
um jogo de patamares, espelhos d'água ou fontes e volumes prismáticos de terra.
Estas características aparecem integralmente no projeto final, o que gerou
críticas de alguns especialistas que vêem nos espelhos d'água e no tipo de
vegetação utilizados um incentivo à permanência de população sem-teto no local.
Reforma
Placa
atual
A praça passou por
uma profunda reforma durante o ano de 2006, tendo sido parcialmente entregue em
25 de janeiro ano seguinte (data do aniversário da cidade) pelo prefeito
Gilberto Kassab. Tal reforma, porém, foi criticada por entidades ligadas ao
direito à moradia e à população sem-teto de São Paulo, pois focalizava recursos
em uma requalificação de um espaço público que, segundo eles, era caracterizada
por um caráter de higienismo social expresso pela instalação de dispositivos
apelidados de "antimendigos" e que expulsava do Centro de São Paulo a
população de mais baixa renda. Tais medidas fariam parte de uma política
iniciada na gestão de José Serra associada a uma suposta gentrificação daquela
região da cidade, a qual tem sido duramente criticada por defensores dos
direitos civis.
A reforma foi
caracterizada pela reestruturação das caixas de terra e dos canteiros, pela
maior integração entre as esculturas presentes no lugar e seus transeuntes e
pela introdução de passarelas sobre os espelhos d'água.
MARCO ZERO
O marco zero da
cidade de São Paulo é um monumento localizado na Praça da Sé, zona central
da cidade de São Paulo. O prisma hexagonal revestido de mármore representa o
centro geográfico da cidade, onde todas as medições de distância situadas nas
placas toponímicas da mesma são estabelecidas.
História
No início do século
XX avia um meio de demarcar o início da numeração das vias públicas paulistanas
e o monumento foi uma das muitas tentativas de fixar uma centralidade material
na cidade.
No ano de 1921 o
jornalista Américo R. Netto, um
dos membros da Associação Paulista de
Boas Estradas, propôs a demarcação de um marco zero para São Paulo. O
mesmo recorreu ao escultor francês Jean
Gabriel Villin para a execução do projeto. Contudo, somente em 1932 a
idéia foi aprovada pelo então prefeito da cidade, Antonio Carlos Assumpção. Dois anos mais tarde o marco foi
instalado, tornando-se o primeiro do gênero na América do Sul.
A estrutura foi
tombada em 2007 pelo Conselho
Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da
Cidade de São Paulo, vulgo CONPRESP
Características
Cada face vertical do
miniobelisco, em concreto recoberto de mármore, representa seis importantes
lugares, são eles: Paraná, Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e
Goiás, cada um destes é simbolizado com uma gravura.
Em sua parte superior
há uma placa de bronze que representa os principais pontos da cidade na época,
como os rios Tietê e Pinheiros, a estação da Luz, a Faculdade de Medicina da
USP, o Museu do Ypiranga (como era escrito na época) e as vias da urbe, por exemplo:
a Rua Voluntários da Pátria na zona norte, a Rua da Consolação e a Avenida
Paulista.
CATEDRAL DA SÉ
A Catedral
Metropolitana de São Paulo ou Catedral da Sé, localiza-se na Praça
da Sé, no centro da cidade de São Paulo.É um dos cinco maiores templos neogóticos
do mundo. A catedral é o templo principal da paróquia de Nossa Senhora Assunção
e São Paulo, em de 1591.
História
Praça da
Sé em foto de 1880 de Marc Ferrez. A velha catedral de São Paulo está à
direita.
A história da
catedral de São Paulo começa em 1589, quando se decidiu que uma igreja
principal (Matriz) seria construída na pequena vila de São Paulo de
Piratininga. Esta igreja, situada no local da catedral atual, foi terminada em
torno de 1616.
São Paulo
transformou-se em sede de diocese em 1745, e a partir dessa data a antiga
igreja foi demolida e substituída por uma nova, construída em estilo barroco,
terminada em torno de 1764. Esta modesta igreja seria a catedral de São Paulo
até 1911, quando foi demolida.
A catedral atual foi
construída por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Siva, primeiro arcebispo de
São Paulo. Os trabalhos começaram em 1913 no local da catedral colonial
demolida. O arquiteto responsável foi o alemão Maximilian Emil Hell, que
projetou uma enorme igreja em estilo eclético, por possuir vários elementos de
estilos distintos, como a cúpula e o arco ogival, mas que predomina claramente
o neogótico, inspirada nas grandes catedrais medievais europeias.
Todos os mosaicos,
esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio da
Itália. Entretanto, devido às guerras mundiais, houve grande dificuldade para
se concluir a obra.
Assim, a inauguração
da nova catedral ocorreu somente em 1954,com as torres ainda inacabadas, mas a
tempo para a celebração do quarto centenário de São Paulo, no dia 25 de
janeiro. As torres foram terminadas somente em 1967. As obras foram tocadas
inicialmente por Alexandre Albuquerque, e, a partir de 1940, por Luís Inácio de
Anhaia Melo
Restauro
Após um longo período
de deterioração, a catedral foi completamente renovada entre 2000 e 2002. Com o
fim de reparar o edifício, muitos pináculos sobre o nave e as torres foram
terminados. As plantas originais, datadas de 1912, foram encontradas dentro do
próprio edifício, permitindo uma restauração fiel ao projeto original.
A restauração incluiu
reparos nos vitrais, revitalização dos sinos, manutenção das redes hidráulica e
elétrica, resolução de problemas que ameaçavam a estrutura - como rachaduras e
infiltrações - e lavagem e pintura do prédio. Restaurada, a catedral ganhou 14
torreões novos, previstos no projeto original de 1912 de Maximilian Emil Hehl.
Em 2002, reabriu as
portas após obras que consumiram R$ 19,5 milhões.
A catedral é a maior
igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres
com 92 metros de altura e uma enorme cúpula. Tem capacidade para abrigar 8.000
pessoas. No acabamento foram usadas 800 toneladas de mármore. Suas medidas a
tornam uma das maiores igrejas do Brasil e do mundo.
Webgrafia:
www.sãopaulo.sp.gov.br/conhecasp/turismo-pontosturistico-largosaobento
www.ccmanualdoprodutor.com.br/public/img/.../espaçosãopaulo.pd
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