Este blog é o trabalho final da matéria de Metodologia do Ensino de Geografia, onde nós alunas de Pedagogia da Faculdade Sumaré, orientadas pela professora Sara Cristina Pastro Stevani realizamos um Estudo do Meio de Geografia no centro de São Paulo e tem por finalidade a criação de um espaço de desenvolvimento da expressão comunicativa e socialização desta experiência.

Fique a vontade!



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pesquisa

Para realização deste trabalho realizamos uma pesquisa prévia dos lugares objetos de Estudo do Meio:

IGREJA SÃO BENTO
       Os beneditinos chegaram em São Paulo em 1598, mas somente em 1634 foi criada a Abadia e a capela foi dedicada a São Bento. O local, que hospedou o Papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil, abriga hoje, além da igreja (Basílica de Nossa Senhora da Assunção), o mosteiro com cerca de 40 monges enclausurados que seguem a tradição do ora et labora (“ora e trabalha”), somado, no caso dos monges paulistanos, ao et legere ("e leia"), em especial as Sagradas Escrituras.
Como era o desejo de São Bento, os monges deveriam encontrar no mosteiro o seu sustento, de tal maneira que evitassem a saída dos claustros monásticos. Por isso, suas atividades são normalmente realizadas no próprio local. A Abadia de São Paulo, entre outras tarefas internas e capelanias, ocupa-se do ensino, com o colégio - em 2003 completou cem anos - e a Faculdade de São Bento, que inaugurou o primeiro curso superior de filosofia da América Latina.
O estabelecimento ainda possui um teatro, no qual são realizados concertos musicais e eventos em geral. Já o colégio oferece cursos e oficinas em alguns dias da semana (confira a programação no site). No entanto, são duas as grandes atrações do mosteiro: o visitante não pode deixar de conferir as missas com cantos gregorianos acompanhados do som de um grande órgão - ocorrem todos os dias, porém a missa mais tradicional acontece aos domingos, às 10h. Esse espetáculo, admirado por pessoas das mais diversas religiões,
A arquitetura do Mosteiro é típica do século XVII. A construção atual foi erguida no período de 1910 a 1922, inspirada na tradição eclética germânica, e foi projetada pelo arquiteto Richard Bernd. A decoração interna, os afrescos e murais são de autoria e execução do monge beneditino holandês D. Adelbert Gresnicht, que veio ao Brasil em 1913 para esse trabalho. Era seguidor da tradicional Escola de Arte de Beuron, de Praga (capital da República Tcheca).
O relógio externo é uma preciosidade mecânica de fabricação alemã. Foi instalado em 1921 e é considerado o mais preciso de São Paulo. A edificação conta também com um carrilhão e sinos afinados, que tocam nas horas cheias e nas frações. O órgão da Basílica, também alemão, é afamado entre os especialistas. Contém quatro teclados manuais e pedaleira, 77 registros reais e seis mil tubos.
O mosteiro fica a uma quadra de distância da Rua 25 de Março, o mais famoso centro de comércio popular do País e uma das 59 ruas de comércio especializado da cidade. Está próximo também a outros pontos turísticos como o Pátio do Colégio, a Catedral da Sé, o Mercado Municipal, o Largo São Francisco, a Bovespa, o Banespão (Ed. Altino Arantes), o Edifício Martinelli, o Vale do Anhangabaú e os viadutos do Chá e Santa Ifigênia.
O local é de fácil acesso, já que em frente ao Mosteiro fica a estação de metrô São Bento.
LARGO DE São Bento
No Largo de São Bento estava instalada a taba do cacique Tibiriçá, sogro de João Ramalho, e demarcava o limite do povoado que começava a se formar. A taba deu lugar a um largo, onde em 1598 foi construída uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Montserrat, mas já em 1660 começava a instalação do Mosteiro de São Bento, numa área pertencente aos beneditinos.
A igreja ganhou o nome de Nossa Senhora da Assunção e este é o seu nome até hoje, embora seja mais conhecida como a Igreja de São Bento. Em 1650 o bandeirante Fernão Dias doou grande soma para reforma e ampliação do mosteiro e seus restos mortais foram depositados ali. Em 1864, o largo foi reurbanizado e seu movimento era intenso, causado principalmente pela localização dos dois maiores hotéis da cidade.
O velho mosteiro e a igreja desapareceram em 1910, dando lugar a uma construção maior que foi iniciada em 1911 e concluída em 1922. A última transformação veio com o metrô, durante a década de 1970, quando o largo ganhou um calçadão, bancos e jardins, e, no seu subsolo, a Estação São Bento.

PRAÇA ANTÔNIO PRADO
A Praça Antônio Prado (antigo Largo do Rosário) se localiza no Distrito da Sé na área central da cidade
Trata-se de homenagem ao cafeicultor, banqueiro, jurista, jornalista e político Dr. Antônio da Silva Prado, o Conselheiro Antonio Prado , que ocupou diversos cargos públicos como vereador e deputado, dentre outros, e como Prefeito da capital de São Paulo (1900-1910), realizou grandes melhoramentos urbanos, tendo sido retificadas em sua administração diversas ruas do centro da cidade.
Rua 15 de novembro
A rua XV de Novembro é um logradouro da região central  da cidade de São paulo, Brasil. Hoje é totalmente pavimentada, sendo destinada exclusivamente à circulação de pedestres. É nela que se encontra a Bolsa de valores de São Paulo.
Nos arredores da via estão situados alguns dos ícones mais importantes da cidade, como: o Pátio do colégio, Catedral da Sé, Edifício,Altino Arantes, Edifício Martineli, Vale do Anhangabaú,Parque dom Pedro ll, etc.
Esta rua teve sua origem como uma ligação entre o Pátio do Colégio e o Largo São Bento, no início da urbanização da cidade de São Paulo. Durante o século 17 foi documentada como Rua de Manuel Paes Linhares. No século seguinte ganhou o nome de Rua do Rosário, em função da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Já no século 19 teve seu nome novamente alterado, desta vez para Rua da Imperatriz em homenagem à família Imperial que visitava a cidade à época, permanecendo assim até a Proclamação da Republica, quando ganhou o nome atual, em referência à data em que tal evento ocorreu.
No início do século XX era considerada a rua mais chique da cidade, onde se localizavam os principais bancos, além do comércio e cafés mais sofisticados. Nesta época formava, em conjunto com as ruas Direita e São Bento, o que ficou conhecido como triângulo e que era o coração da cidade. Era nesta região onde estavam os principais bancos, comércios, redações de jornais, hotéis, restaurantes, teatros, charutarias e por onde passavam políticos, jornalistas homens de negócio, estrangeiros e mulheres bonitas.

RUA DO COMÉRCIO
Rua do Comércio,  curta e estreita travessa que liga a rua São Bento com a 15 de Novembro no centro de São Paulo.

LARGO DO CAFÉ

O Largo do Café é um logradouro histórico localizado no centro da cidade de São Paulo, na região Sé. É delimitado pelas ruas São Bento, Álvares Penteado e a rua do Comércio.
Rodeado por edifícios históricos. Tem esse nome, porque na época dos barões do café o Largo era o ponto de encontro para compra e venda de café. Havia a Bolsa do Café, mais tarde incorporada pela Bolsa Mercantil e de Futuros, sendo o café um produto agrícola a que mais devem São Paulo e o Brasil, sob o ponto de vista econômico.
PRAÇA DO PATRIARCA
Praça do Patriarca é um logradouro situado no Centro Histórico da cidade brasileira de São Paulo.
É uma das praças mais antigas da cidade, estando situada no histórico distrito da Sé. A sua denominação homenageia o "Patriarca da Independência", José Bonifácio de Andrada e Silva. Começou a ser construida por volta do ano de 1912 com a demolição de antigos casarões localizados entre a Ruas São Bento e Líbero Badaró, na continuidade das Ruas Direita e da Quitanda.
Em 1922, recebeu o nome de "Praça Patriarca José Bonifácio", nome este simplificado para "Praça do Patriarca" em 1953, porque assim era chamada pela população.
A praça dá acesso a importantes pontos do centro da cidade, como: Vale do Anhangabaú, Viaduto do Chá, Rua Líbero Badaró, Rua Direita, Rua São Bento, Rua da Quitanda, Rua XV de Novembro, dentre outros. Na esquina com a Ladeira Dr. Falcão, se encontra a sede da Prefeitura Municipal de São Paulo instalada no Edifício Matarazzo. Na região se localiza o prédio do Othon Palace Hotel, e o Edifício Barão de Iguape, o Edifício Sampaio Moreira entre outros tantos. A Igreja de Santo Antônio, está na praça.
IGREJA SANTO ANTÔNIO
A Igreja de Santo Antônio é um templo católico localizado no centro de São Paulo, na Praça do Patriarca, próximo ao Viaduto do Chá. É considerada a mais antiga igreja remanescente da cidade, tendo sido fundada nas últimas décadas do século XVI - conforme atestam os primeiros registros documentais da sua existência, datados de 1592. No século XVII, abrigou a Ordem dos Franciscanos, e no século XVIII esteve subordinada à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos.Sofreu diversas reformas e intervenções ao longo dos últimos quatro séculos, sobretudo em sua fachada, reinaugurada em estilo eclético em 1919.
O interior da Igreja de Santo Antônio conserva importantes testemunhos da arte produzida em São Paulo no período colonial. Durante a restauração levada a cabo em 2005, descobriu-se no forro do altar-mor pinturas murais seiscentistas de alta qualidade técnica e artística, as mais antigas de que se tem notícia em São Paulo. Também o altar principal, executado em 1780, é um belo exemplar da talha barroca. A igreja é tombada pelo poder público estadual (Condephaat) desde 1970, em virtude de sua importância histórica, artística e arquitetônica.

RUA DA QUINTANDA
A Rua da Quitanda (São Paulo) é um logradouro tradicional localizado no centro da cidade de São Paulo, na região Sé (distrito de São Paulo).
Tem comêço na Rua Quinze de Novembro e término na Rua São Bento. Tem como afluente a Rua Álvares Penteado. Mantém diversos edifícios históricos. Na esquina com a Rua Álvares Penteado, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), ocupa edifício de estilo neoclássico, construção de 1901, tombado pelo Departamento Histórico, local que abriga exposições, auditório, cinema, teatro, e outros.

Histórico

Seu nome se deve a origem popular que relembra o comércio miúdo que havia no século XIX e que era chamado de “quitanda”. Em 1822, era chamada de “Rua do Cotovelo”, pois diziam ser seu traçado parecido com um cotovelo dobrado, que foi suavizado com o tempo através de retificações. Em meados do século XIX, os paulistanos a denominaram como “Quitanda”, uma vez que ela era a preferida pelas “quitandeiras”, pessoas que vendiam verduras e frutas de suas chácaras nas proximidades, e também miudezas e alimentos. Antigo trecho, depois integrado à Rua da Quitanda, e localizado entre as ruas Álvares Penteado e 15 de Novembro, era antigamente conhecido como “Beco da Cachaça”, numa referência ao comércio de cachaça ali praticado.

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
O Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) é uma iniciativa do Banco do Brasil com o objetivo de disseminar a cultura pela população. Atualmente, encontra-se instalado em quatro capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília
O centro cultural da capital paulista foi inaugurado em 21 de abril de 2001 com sede na rua Álvares Penteado (esquina com a rua da Quitanda), no centro histórico da cidade. O acesso pode ser feito pelo metrô, utilizando as estações Sé e São Bento.
A sede tem 4183 metros quadrados e conta com salas de exposições, um cinema, um teatro, um auditório, salas de vídeo, restaurante, bombonière e cafés.

PATEO DO COLLEGIO
       O Pateo do Collegio é o marco inicial no nascimento da cidade de São Paulo. O local, no alto de uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi o escolhido para iniciar a catequização dos indígenas.
Em 25 de janeiro de 1554, foi realizada, diante da cabana coberta de folhas de palmeira de cerca de noventa metros quadrados - ou, como descrita por Anchieta, de dez por catorze passos craveiros (passo craveiro era uma medida linear portuguesa) - a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuíta. Em 1556, o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura brasileira, foi o responsável pela construção em taipa de pilão de um colégio e igreja anexa. Brigas entre os colonos e os religiosos pela defesa dos indígenas, culminaram na expulsão dos jesuítas do local em 1640, para onde só retornariam treze anos mais tarde. Na segunda metade do século XVII, foi erigida a terceira edificação, de taipa de pilão e pedra
O Pateo do Collegio foi sede do governo paulista entre os anos de 1765 e 1912, após a apropriação do local pelo Estado, servindo como palácio dos Governadores, devido à expulsão dos jesuítas de terras portuguesas, determinada pelo marquês de Pombal em 1759. O antigo casarão colonial foi completamente descaracterizado por profundas reformas durante todo esse período, sobretudo no último quartel do século XIX.
Há fragmentos de uma parede de 1585, remanescente do antigo colégio dos jesuítas na edificação atual, que tem inspiração na original seiscentista, visto que a igreja foi demolida em 1896 e o palácio dos Governadores, em 1953, sendo inaugurado o conjunto no formato atual em 1979. Abriga o museu Anchieta
   O Pátio do Colégio é uma obra apostólica pertencente a Companhia de Jesus. Seu complexo abriga diversas atividades culturais e religiosas. Abriga um museu, a Igreja, uma biblioteca temática e projetos sociais.
CAPELA BEATO PABRE ANCHIETA
É o marco do início da cidade, que foi fundada em 1554 pelos jesuítas Manuel da Nóbregae José de Anchieta, que ali ergueram sua primeira capela. Próximo a ela, está o museu Anchieta, onde encontram-se utensílios de uso diário da época e trabalhos preciosos da arte sacra. No interior do pátio do museu, encontram-se paredes originais da construção que foram mantidas para estudo. São feitas de barro e óleo de baleia e foram confeccionadas pelo padre Afonso Brás.
CASA Nº1
A Casa no. 1 é um belo exemplo de chalé urbano. Os materiais utilizados em sua construção, como a alvenaria de tijolos, o pinho-de-riga e a telha tipo francesa, eram típicos da arquitetura paulistana do século XIX.
 A  partir de 1988, sofre uma ampla restauração.  Além de seu valor arquitetônico, o edifício abriga valiosos testemunhos de pinturas murais.
BECO DO PINTO
O Beco do Pinto, conhecido também como Beco do Colégio, era uma passagem utilizada na São Paulo colonial para o trânsito de pessoas e animais, que ligava a antiga rua do Carmo à várzea do rio Tamanduateí. Localiza-se na rua Roberto Simonsen, entre a Casa no 1 e o Solar da Marquesa de Santos (antiga Casa no 3), constituindo um significativo conjunto arquitetônico.
SOLAR DA MARQUESA
O Solar da Marquesa de Santos, situado na cidade de São Paulo, foi adquirido em 1834 por Domitília de Castro e Canto Melo, a Marquesa de Santos, que o transformou numa das residências mais aristocráticas de São Paulo.
O Solar foi adquirido pela quantia de onze contos e quatrocentos mil réis, da filha do Brigadeiro Joaquim José Pinto de Moraes Leme, já falecido naquela época. Além de "Solar da Marquesa" o edifício também é conhecido como "Palacete do Carmo".
Devido a suas características arquitetônicas, pode se supor que este edifício seja um representante remanescente da última metade do século XVIII e é considerado hoje como o último exemplar de arquitetura residencial urbana do século XVIII.
O Solar passou, entretanto, por diversas mudanças de uso e a várias reformas, recebendo acréscimos e modificações sucessivas. Em meados do século XIX, presume-se, passou a contar com a sua atual atual feição neoclássica e por volta das décadas de 30 e 40 do século passado teve seu anexo construído em etapas.
A partir de 1975, passou a abrigar as atividades da Secretaria Municipal de Cultura, foi interditado em1988por motivos de segurança e somente em 1991 o Solar foi submetido a um processo de restauração que possibilitou que o edifício voltasse a ser aberto ao público
CENTRO CULTURAL DA CAIXA ECONÔMICA
Inaugurada em 29 de agosto de 1989, a CAIXA Cultural São Paulo possui duas instalações. A primeira fica no Edifício Sé, erguido em 1939 para ser a sede da Caixa Econômica Federal de São Paulo. Trata-se de um prédio histórico, tombado, no qual funcionam, além da CAIXA Cultural, algumas áreas administrativas da CAIXA e a Agência Sé.
No térreo do edifício, logo à entrada, disponibilizamos gratuitamente aos visitantes o serviço de internet. Ali também se encontram as galerias Florisbela de Araújo Rodrigues e D. Pedro II, além do Grande Salão, onde são realizados espetáculos de dança, teatro, shows, debates, leituras dramáticas e palestras.
No primeiro andar estão as galerias Neuter Michelon e Octogonal. E no segundo piso a Galeria Humberto Betetto.
O Museu da CAIXA localiza-se no 6º andar do edifício, contando com instalações originais, preservadas desde a sua fundação.
PRAÇA DA SÉ
A Praça da Sé é um espaço público localizado na área central da cidade de São Paulo.
Nela, localiza-se o monumento marco zero do município. A partir dele, contam-se as distâncias de todas as rodovias que partem de São Paulo, bem como a numeração das vias públicas da cidade.
Considerada quase um sinônimo para o Centro Velho, a praça é um dos espaços mais conhecidos da cidade e foi palco de muitos eventos importantes para a história do país, como o comício das Diretas Já. O nome deve-se ao fato de a praça ter-se desenvolvido em frente à Sé da capital paulista.

  

Histórico

Praça da Sé em foto de 1880 de Marc Ferrez. A velha catedral de São Paulo está à direita.
Originalmente conhecida como o Largo da Sé, a praça desenvolveu-se a partir da construção durante o período colonial da Igreja Matriz do município (substituída pela atual Catedral Metropolitana de São Paulo no século XX) e de uma série de edifícios ao seu redor. No início do século XX, porém, com a demolição de vários dos edifícios originais e as obras de embelezamento urbano e alterações no sistema viário, a praça transformou-se e assim permaneceu até a segunda metade do século.

Década de 1970

Além de marcos históricos, a praça apresenta intervenções artísticas
A atual praça é resultado de um projeto paisagístico conduzido na década de 1970 por um grupo de profissionais da Prefeitura de São Paulo liderados pelo arquiteto José Eduardo de Assis Lefèvre. Na época, o Metrô de São Paulo estava construindo uma estação naquele local e era necessário demolir todo um quarteirão, fazendo com que fosse necessário repensar a concepção paisagística da praça.
O grupo de arquitetos foi influenciado pelos projetos paisagísticos que estavam sendo feitos naquela época na Costa Oeste dos EUA especialmente os do paisagista Lawrence Halprin), caracterizados por um geometrismo rigoroso e pelo domínio do terreno através de um jogo de patamares, espelhos d'água ou fontes e volumes prismáticos de terra. Estas características aparecem integralmente no projeto final, o que gerou críticas de alguns especialistas que vêem nos espelhos d'água e no tipo de vegetação utilizados um incentivo à permanência de população sem-teto no local.

Reforma

Placa atual
A praça passou por uma profunda reforma durante o ano de 2006, tendo sido parcialmente entregue em 25 de janeiro ano seguinte (data do aniversário da cidade) pelo prefeito Gilberto Kassab. Tal reforma, porém, foi criticada por entidades ligadas ao direito à moradia e à população sem-teto de São Paulo, pois focalizava recursos em uma requalificação de um espaço público que, segundo eles, era caracterizada por um caráter de higienismo social expresso pela instalação de dispositivos apelidados de "antimendigos" e que expulsava do Centro de São Paulo a população de mais baixa renda. Tais medidas fariam parte de uma política iniciada na gestão de José Serra associada a uma suposta gentrificação daquela região da cidade, a qual tem sido duramente criticada por defensores dos direitos civis.
A reforma foi caracterizada pela reestruturação das caixas de terra e dos canteiros, pela maior integração entre as esculturas presentes no lugar e seus transeuntes e pela introdução de passarelas sobre os espelhos d'água.

MARCO ZERO
O marco zero da cidade de São Paulo é um monumento localizado na Praça da Sé, zona central da cidade de São Paulo. O prisma hexagonal revestido de mármore representa o centro geográfico da cidade, onde todas as medições de distância situadas nas placas toponímicas da mesma são estabelecidas.

História

No início do século XX avia um meio de demarcar o início da numeração das vias públicas paulistanas e o monumento foi uma das muitas tentativas de fixar uma centralidade material na cidade.
No ano de 1921 o jornalista Américo R. Netto, um dos membros da Associação Paulista de Boas Estradas, propôs a demarcação de um marco zero para São Paulo. O mesmo recorreu ao escultor francês Jean Gabriel Villin para a execução do projeto. Contudo, somente em 1932 a idéia foi aprovada pelo então prefeito da cidade, Antonio Carlos Assumpção. Dois anos mais tarde o marco foi instalado, tornando-se o primeiro do gênero na América do Sul.
A estrutura foi tombada em 2007 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, vulgo CONPRESP

Características

Cada face vertical do miniobelisco, em concreto recoberto de mármore, representa seis importantes lugares, são eles: Paraná, Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, cada um destes é simbolizado com uma gravura.
Em sua parte superior há uma placa de bronze que representa os principais pontos da cidade na época, como os rios Tietê e Pinheiros, a estação da Luz, a Faculdade de Medicina da USP, o Museu do Ypiranga (como era escrito na época) e as vias da urbe, por exemplo: a Rua Voluntários da Pátria na zona norte, a Rua da Consolação e a Avenida Paulista.

CATEDRAL DA SÉ

A Catedral Metropolitana de São Paulo ou Catedral da Sé, localiza-se na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo.É um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo. A catedral é o templo principal da paróquia de Nossa Senhora Assunção e São Paulo, em de 1591.

 

História

Praça da Sé em foto de 1880 de Marc Ferrez. A velha catedral de São Paulo está à direita.
A história da catedral de São Paulo começa em 1589, quando se decidiu que uma igreja principal (Matriz) seria construída na pequena vila de São Paulo de Piratininga. Esta igreja, situada no local da catedral atual, foi terminada em torno de 1616.
São Paulo transformou-se em sede de diocese em 1745, e a partir dessa data a antiga igreja foi demolida e substituída por uma nova, construída em estilo barroco, terminada em torno de 1764. Esta modesta igreja seria a catedral de São Paulo até 1911, quando foi demolida.
A catedral atual foi construída por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Siva, primeiro arcebispo de São Paulo. Os trabalhos começaram em 1913 no local da catedral colonial demolida. O arquiteto responsável foi o alemão Maximilian Emil Hell, que projetou uma enorme igreja em estilo eclético, por possuir vários elementos de estilos distintos, como a cúpula e o arco ogival, mas que predomina claramente o neogótico, inspirada nas grandes catedrais medievais europeias.
Todos os mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio da Itália. Entretanto, devido às guerras mundiais, houve grande dificuldade para se concluir a obra.
Assim, a inauguração da nova catedral ocorreu somente em 1954,com as torres ainda inacabadas, mas a tempo para a celebração do quarto centenário de São Paulo, no dia 25 de janeiro. As torres foram terminadas somente em 1967. As obras foram tocadas inicialmente por Alexandre Albuquerque, e, a partir de 1940, por Luís Inácio de Anhaia Melo

Restauro

Após um longo período de deterioração, a catedral foi completamente renovada entre 2000 e 2002. Com o fim de reparar o edifício, muitos pináculos sobre o nave e as torres foram terminados. As plantas originais, datadas de 1912, foram encontradas dentro do próprio edifício, permitindo uma restauração fiel ao projeto original.
A restauração incluiu reparos nos vitrais, revitalização dos sinos, manutenção das redes hidráulica e elétrica, resolução de problemas que ameaçavam a estrutura - como rachaduras e infiltrações - e lavagem e pintura do prédio. Restaurada, a catedral ganhou 14 torreões novos, previstos no projeto original de 1912 de Maximilian Emil Hehl.
Em 2002, reabriu as portas após obras que consumiram R$ 19,5 milhões.
A catedral é a maior igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres com 92 metros de altura e uma enorme cúpula. Tem capacidade para abrigar 8.000 pessoas. No acabamento foram usadas 800 toneladas de mármore. Suas medidas a tornam uma das maiores igrejas do Brasil e do mundo.



Webgrafia:
www.sãopaulo.sp.gov.br/conhecasp/turismo-pontosturistico-largosaobento
www.ccmanualdoprodutor.com.br/public/img/.../espaçosãopaulo.pd

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